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Você já “desmontou” sua vida?
Em 25 de março de 2019

Engenharia reversa é um processo comum em empresas de tecnologia. Você pega um produto de um concorrente e o desmonta completamente. Separa então todas as pecinhas dele para descobrir como ele foi montado e como funciona. É muito provável que a equipe da Samsung, quando o iPhone reinava sozinho, um dia pegou um aparelho, abriu-o e tentou reconstruir peça por peça para entender a máquina. E hoje eles fazem celulares, em alguns aspectos, com melhores resultados do que a Apple. Isso vale para carros também – a Toyota é outro exemplo legal – e até para entender como hackear um sistema de computador.

Esse mesmo conceito dá para aplicar na nossa vida. Que tal olhar para a semana que passou e desmontar os seus dias um a um para analisar as decisões que tomou, quanto tempo dedicou às pessoas que ama, quantos nãos e quantos sins disse, e aonde essas decisões te levaram? A segunda de manhã cedinho é perfeita pra isso. Em vez de ficar frustrado com algo que deu errado, é melhor identificar os pontos que fracassaram, e entrar na semana disposto a eliminá-los e tentar de um outro jeito. Muitas pessoas abandonam o caminho quando estão a um passo de chegar onde querem, sem saber (isso é tão… lembrei, Napoleon Hill).

Além de olhar para dentro de si, também dá para fazer uma engenharia reversa em uma pessoa que você admira. Converse com ela sobre sua história e ouça ela sem interrompê-la. Na sua vez de falar, faça outra pergunta, ao invés de ficar falando sobre você. Imagine que ela é o iPhone que você está desmontando para descobrir por que ela é bem-sucedida naquilo que faz. Nunca é por causa de uma peça só, eu garanto.

Por último, também dá para aplicar o conceito da engenharia reversa para alcançar objetivos no futuro. Se você tem o sonho de conseguir algum emprego, por exemplo. “Desmontando” esse sonho: que conhecimeno eu precisarei ter para torná-lo realidade? Que habilidades eu precisarei desenvolver? Quantos anos de experiência devo ter antes? Qual será o pré-requisito mínimo para ele? Ele exigirá algum diploma? É a velha ideia de, ao invés de pensar “o que eu quero”, pensar “o que eu preciso fazer para chegar onde eu quero”. Então um dia você chega lá, porque você pensou nas peças, não no iPhone montado.

Em abril vamos lançar um livro que pode te ajudar muito a desconstruir também sua maneira de pensar, que se chama Desaprenda, do @cassiogrinberg. Fica ligado.

Para onde as decisões desta semana vão te levar?

Boa segunda-feira!

#segundadacriatividade #belasletras

 

Gustavo Guertler não é filósofo, não é psicólogo, não é coach também.  Ele é CEO da Belas Letras e em 39 anos nunca conseguiu completar um cubo mágico.

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