Um papo punk com Ana Emília Cardoso
Em 27 de março de 2018
 Depois de A mamãe é rock, era só uma questão de tempo até a Ana Emília Cardoso voltar com um próximo livro. Afinal, os anjinhos não ficam pequenos para sempre, não é mesmo? Com A mamãe é punk, a autora agora explora os desafios da adolescência, de acordo com a sua experiência com a filha mais velha, Anita, de 13 anos.
Conversamos com a Ana sobre os principais tópicos do lançamento, que já está disponível para pré-venda até o dia 09/04. Saiba mais aqui.

 

Editora: É comum entre pais de adolescentes um sentimento de decepção quando se percebe que os pequenos não seguiram os caminhos que traçamos para eles. Por que você acha que isso acontece?

Ana: Todo mundo quer que seu filho seja uma versão melhorada de si. Só que não é bem assim, nossos filhos são pessoas com sentimentos. Quando não nos admiram nem estimam querer mais é fazer tudo bem diferente do que propomos e desviar dos tais caminhos que traçamos para eles.

 

Editora: Qual, então, seria o melhor caminho para se conectar com um filho adolescente?

Ana: Ouvir o adolescente antes de julgá-lo (e condená-lo) é o primeiro passo. A gente nem se dá conta do quanto nos afastamos dos nossos filhos quando eles se mostram mais irritantes e irritadiços, ou seja, depois dos 12 anos. Mas, se afastar é perder a batalha. Nossos filhos ficam perdidos na adolescência, precisam de um "tutor". Se nós não estivermos ali, certamente outras pessoas estarão. A diferença é que a gente ama mais nossos filhos, não é mesmo?

 

Editora: Existe um limite para se conversar com filhos sobre assuntos “tabus”, como sexo, drogas e doenças mentais como a depressão?

Ana: De forma alguma. É muito importante conversar sobre todos os assuntos com eles. Mas, não pense que é fácil. É preciso se preparar, pesquisar e respirar fundo antes de encarar certas conversas. Vai falar de drogas e nunca provou, pesquise bem as substâncias, converse com gente que já provou. Não chegue muito cru nem sabichão. Escute seu filho antes e depois compartilhe com ele o que você e porque está preocupado. Fale de seus sentimentos. Você pode pensar que vai "entrar por um ouvido e sair pelo outro", mas não, tudo sempre passa pelo cérebro. E o seu filho capta. Talvez não tudo, mas muita coisa, com certeza.

 

Editora: O que você acha do termo “mãe coruja”, para mães superprotetoras? Acha que se aplica de alguma forma ao seu estilo de maternidade?

Ana: Mãe coruja é a mãe que sente orgulho do seus filhos. Estaria mentindo se dissesse que não. Eu acho as minhas filhas muito legais. Pessoas divertidas e interessantes que sabem se relacionar bem, que tratam os outros com respeito. Me orgulho mesmo. Com relação às mães superprotetoras, que hoje chamamos de mães drone - porque estão sempre em volta - definitivamente não é o meu caso. Eu passo bastante tempo com elas, mas prezo muito pela minha vida própria, por um tempo só pra mim. Da mesma que respeito a individualidade delas e acho que têm que ter autonomia e seus momentos de liberdade.

 

Editora: Se a Anita pudesse absorver somente uma lição sua, o que você gostaria que ela lembrasse?

Ana: Sou muito mais bem humorada que ela. Se ela aprender a se preocupar menos com a escola, os prazos, os pequenos dramas diários, acho que teria uma vida mais leve.

 

 

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