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Que tal pensar ao contrário?
Em 15 de abril de 2019

Dick Fosbury era um menino de Portland que começou a treinar salto em altura na escola aos 16 anos. Só que ele tinha um grande problema: não conseguia aprender a saltar certo. No segundo ano de treinamento ainda, ele falhou em pular 1,5 metro de altura, que era, digamos, o básico do básico para começar a pensar em algo mais sério na carreira. Dick se atrapalhava com o movimento do corpo e a postura correta.

Nos anos 60 os atletas do salto em altura profissional usavam uma técnica conhecida como método straddle. Você saltava com o rosto voltado para o chão, e recolhia uma perna de cada vez logo que passava por cima da barra.

Dick teve uma ideia que parecia idiota para os especialistas da época: que tal tentar saltar a barra de costas? O técnico treinava o método padrão, mas Dick insistia no salto do avesso. Quando o aluno começou a melhorar o desempenho, o técnico se rendeu. No ano seguinte, ele bateu o recorde da escola e ficou em segundo lugar no estadual. Esse garoto acabou indo às Olimpíadas do México, onde diante de olhares céticos levou a medalha de ouro e bateu o recorde olímpico, consagrando mundialmente sua técnica.

O “Fosbury Flop” foi eleito uma das maiores inovações do esporte na história, na frente de outras 17 (mais até do que os tênis, materiais sintéticos ou qualquer outra tecnologia inventada até hoje).

Usar o pensamento invertido para as coisas é um caminho para a inovação. Um amigo fez um exercício na empresa onde trabalha: ele decidiu anotar tudo que ela não o deixa fazer, tudo que ele não pode lá dentro por causa de burocracia, padrões já criados etc. Então ele imagina como seria uma outra empresa concorrente que faria tudo ao contrário. Não entrega nos finais de semana? Que tal entregar nos finais de semana? O futuro é dos chatbots? Que tal colocar uma vovozinha para conversar com os clientes (alô, Nubank)? Que tal vender sorvete no inverno (alô, Ben & Jerrys) ou cinema dentro de casa (Netflix)? Que tal pensar ao contrário as coisas que te fazem viver dentro da sua caixa?

Boa semana!

#segundadacriatividade #belasletras

 

Gustavo Guertler não é filósofo, não é psicólogo, não é coach também. Ele é CEO da Belas Letras.