Por que a adolescência precisa ser tão difícil?
Em 6 de março de 2018

 

Confira só essa prévia do lançamento que vem por aí!

 

Sabe aquele papo de "são os hormônios" para explicar chilique de aborrecente? Não é bem assim. Muitas mães acham que a rebeldia, a preguiça de arrumar o quarto, a aparente insensibilidade em relação aos outros e a instabilidade do humor se devem aos hormônios, essas substâncias mágicas capazes de transformar seu anjinho previsível num capiroto indomável.

Os jovenzinhos se descontrolam, choram, passam a roer as unhas e gritam: eu não consigo entender isso (substitua pela Fórmula de Bháskara). É verdade que os hormônios (principalmente os sexuais e a adrenalina) atuam na amígdala do cérebro, não nas da garganta. E que a parte frontal – endereço do bom senso, da consciência e da razão – é o último pedaço do cérebro a “amadurecer”. Ainda assim não dá pra botar tudo na conta dos hormônios.

Por isso, quando os filhos têm essas alterações bruscas de humor, a gente tem que entender um pouco. Não dá pra contemporizar tudo. Gritos e atitudes violentas são inaceitáveis e sinalizam que algo lá dentro não vai bem. Seu filho consegue falar sobre o que sente? Sabe identificar as emoções? Diferenciar medo de raiva, de frustração, de decepção, de angústia? Ou põe tudo no mesmo saco e fecha a cara? Nem gente adulta sabe. Especialmente quem aprende desde pequeno a não chorar quando está triste ou com dor, a não reclamar do parente chato ou a ter que abraçar e beijar estranhos porque os pais querem.

O cérebro humano nasce com apenas 40% do tamanho que terá na vida adulta. À medida que cresce, ele vai amadurecendo também. Um adolescente tem a massa cinzenta do tamanho da de um adulto, porém lhe falta ainda substância branca suficiente para que as conexões sejam feitas com “juízo e serenidade”. Calcule o estrago.

Se nossos adolescentes não entenderem nem souberem explicar o que estão sentindo, ficarão presos dentro de si mesmos. Essa prisão pode ser extremamente perigosa.

Perder o fio da meada na escola pode ser a brecha pra um caminho de desinteresse profundo. Não fazer a tarefa leva a notas ruins, que levam a não se importar com a escola e, a partir daí, a coisa pode realmente ir ladeira abaixo. Na pré-adolescência e na adolescência, ainda podemos motivar e ajudar nossos filhos com os estudos. Mãos à obra!

 

- Ana Cardoso, a autora de A mamãe é rock

 

 

Fiquem ligados para mais informações em breve sobre a continuação do livro!

A gente sabia que eles nunca iriam ser anjinhos para sempre, não é mesmo? 😇

#mamãepunk

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