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Mãe solteira, não: mãe.
Em 28 de março de 2019

“O que fazia eu ser mãe era o meu filho. Não era eu estar ou não com o pai dele, ou o tipo de parto que eu iria ter, ou se eu tinha ou não o apoio da sociedade e da minha família. Só aquela criança me tornava mãe, todo o restante nessa conta só tinha o poder de colaborar ou atrapalhar por seus próprios critérios morais, mas nunca – nunca! – o de me definir como mãe.”

Neste trecho, Thaiz Leão, autora do próximo lançamento da Belas Letras, O exército de uma mulher só, e criadora do perfil A Mãe Solo, explica por que a expressão mãe solteira só se define enquanto violência contra a maternidade. “O termo é resultado de uma cultura machista e patriarcal, que ainda busca enquadrar as relações da mulher com a sociedade através de um ‘senhor’, e julga aquela que não tem ‘dono’, ainda mais se ela for mãe.”

Nos últimos dez anos, no Brasil, as famílias compostas por mulheres sem cônjuge e com filhos aumentou em mais de um milhão (IBGE). Hoje as famílias monoparentais compostas apenas pelo vínculo filhos-mães já são mais de 11 milhões, o correspondente a 26,8% das famílias brasileiras.

Segundo a autora, “enquanto mães forem definidas como melhores cuidadoras pelo seu gênero e de melhor ou pior qualidade pelo seu status civil essa conta vai estar errada”.

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