Histórias de Pai
Em 27 de junho de 2017

Todo pai de primeira viagem tem alguma história engraçada pra contar. Ninguém nasce sabendo ser pai, mas ainda bem que os filhos acabam nos ensinando, né? Perguntamos para alguns pais (que já foram de primeira viagem um dia) o que eles mais se lembram dessa fase inesquecível da vida. Algumas respostas foram fofas, outras hilárias. Olha só:

Pai da Ana Karla – Carlos Kizem
“Meu primeiro filho, Carlinhos, nasceu sem muita pressa. A Ana (mãe) não queria sair da sala de espera porque o capítulo da novela ainda não tinha acabado, mas a médica gritou que já estava mais do que na hora e assim elas foram. Eu fiquei na sala de espera, desesperado, atormentando toda enfermeira que passava com um novo bebê. ‘É esse o meu?’, eu perguntava, e nunca era. Já estava sem saber o que fazer, naquele ponto eu só queria ver o meu filho. Até que passou a enfermeira segurado uma coisinha branca, quase translúcida, com os olhos arregalados – um bebê muito feio mesmo. Nem perguntei se era meu. ‘Tadinho do pai’, pensei. Então a moça veio na minha direção e entregou o menino embrulhado nos meus braços: ‘Parabéns, papai. Esse aqui é o Carlinhos.’ Acho que depois disso, só pode ter sido amor à segunda vista.”

Pai da Sarah – Jones Carvalho
“Eu tinha muito medo que os meus filhos quebrassem se eu segurasse muito forte, eu achava que eles iriam desmontar de tão frágeis e pequenininhos. Hoje, eu vejo que isso realmente era besteira. Eu deveria tê-los jogado pro alto mais vezes. (risos)”

Pai da Beatrice – Ricardo Reche
“Na verdade, o nascimento da Beatrice tem muito a ver com meu período no mestrado e aconteceu numa noite bem fria. Recém tinha entrado em aula e estava me apresentando quando minha mulher me ligou, pois estava indo ao hospital, em Bento. Pedi licença ao professor, a turma aplaudiu efusivamente e me mandei. Hoje a Beatrice está para completar 8 anos e casualmente estou novamente no PPGA para o doutorado.
Uma das passagens que me lembro, das muitas engraçadas de quem tem filhos pequenos, é um dia em que ela viu em algum vídeo uma receita para fazer uma espécie de massinha para brincar. Tinha 5 anos na época. E no dia seguinte começou a nos pedir para comprar um ingrediente inusitado: ‘buraco sólido’, ela dizia. ‘Pai, tu tem que comprar buraco sólido’.
E assim ficou por 3-4 dias, comigo explicando que não fazia sentido o tal buraco. Quando finalmente descobri via internet que se tratava de ‘borato de sódio’… Desfeito o mistério, fez-se a tal massinha.”

Pai da Júlia – Alberto Pagot

“Tua mãe tinha medo que fossem te trocar por outro bebê.  Me recomendou para não te perder de vista. Daí eu fiquei atrapalhando as enfermeiras  no teu banho e em outras situações. Depois tomei um suador quando te colocaram na estufa, depois do banho, e tu agarrou meu dedo. Era uma mão segurando a câmera e a outra contigo segurando meu dedo e eu próximo da estufa suando em bicas. Mas foi muito legal.”

 
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