Bate-papo com Fernando Strombeck
Em 13 de junho de 2017

O autor do nosso próximo livro o Papai Comédia, Fernando Strombeck, participou de um ping-pong com a gente, contando um pouquinho da experiência dele como pai de primeira viagem! Confira:

 

Editora: O que te motivou a largar a profissão de engenheiro para se tornar humorista?

Fernando: Comecei a fazer engenharia porque sempre fui apaixonado por números, resolver problemas e de alguma forma queimar neurônios. No meio da faculdade, fui convidado a participar de um grupo de palhaços de hospital. Como sempre fui curioso, passei estudar a fundo a linguagem do palhaço e os impactos causados nos pacientes. Era um tipo de hobby. Li alguns livros, fiz vários cursos e em um deles tive contato com o stand-up comedy. Em 2008 comecei a me aventurar fazendo pequenas participações em outros grupos e desde então não parei mais. As coisas aconteceram muito rapidamente, surgiram convites para participar de programas de TV, fazer eventos, concursos de humor, etc. Na época eu trabalhava no Banco do Brasil e estava bem infeliz. Não deu outra, com apoio da minha esposa, eu pedi a conta, engavetei o meu diploma e desde então vivo muito feliz na minha carreira de comediante.

Editora: Quando surgiu esse insight de criar o Papai Comédia? E por que esse nome?

Fernando: Logo que a minha esposa engravidou, passamos por algumas situações engraçadas, como a vez que ela tentou furar fila no dia do nosso primeiro ultrassom e não conseguiu, porque a fila era formada por gestantes e todas tinham preferência. Em um churrasco de amigos, eu contei essa história e o pessoal se divertiu bastante. Foi então que surgiu a ideia de compartilhar essas experiências de alguma forma na Internet. Consultei o público que já me acompanhava nas redes sociais, falei da ideia de montar um vlog contando as minhas descobertas, histórias engraçadas, passando dicas, e o pessoal me apoiou muito, até sugeriram o nome Strombaby, que foi usado por mim durante um tempo. Como era um nome que não deixava muito claro a ideia do projeto, mudei para Papai Comédia, um nome mais direto e fácil de ser lembrado.

Com o tempo, descobri que o meu conteúdo estava, de certa forma, fazendo com que os pais se interessassem mais pela gestação das suas parceiras, já que eu falava de assuntos importantes de uma forma leve e bem-humorada. Desde então, venho trabalhando com essa missão: aproximar mais o pai da gravidez da sua mulher e mostrar o quanto é importante eles exercerem uma paternidade mais ativa.

Editora:  Qual foi a situação mais bizarra que você já vivenciou com sua esposa no período da gestação?

Fernando: Por ordem alfabética ou cronológica? A mais bizarra é que por algumas vezes eu senti desejos de comer coisas durante a gravidez e induzi a minha esposa a sentir também, só pra eu sair comprar. Pronto, confessei. Nunca imaginei que isso era possível, mas por muitas vezes me senti grávido junto com a minha esposa. Bizarro. Até a minha barriga cresceu um pouco (O único problema que não diminuiu mais depois que a minha filha nasceu, pelo contrário). Teve muitas situações engraçadas, muitas descobertas, transformações, mas não vou dar spoilers do livro, só lendo mesmo.

Editora:  Por que escolheram o parto humanizado?

Fernando: Não foi uma decisão difícil de ser tomada, talvez difícil de ser executada, diante do sistema de saúde que temos e todos os tabus por trás do nascimento de um filho. Acho que o mais importante nessa escolha foi a busca por informações. Ouvimos muitos relatos de mães, lemos artigos, participamos de palestras e chegamos à conclusão que o parto humanizado era a melhor forma da nossa filha vir ao mundo.Tivemos participação ativa nas decisões tomadas no momento do nascimento da nossa filha, evitamos a realização de intervenções desnecessárias na hora do parto (que é muito comum pela falta de informações dos pais), nossa filha nasceu na hora que ela quis e todo o processo foi realizado com total respeito, segurança e amor. É uma decisão muito pessoal e que o casal deve ter muita seriedade durante o processo de escolha. Sem dúvidas, a busca por informações é o melhor caminho.

Editora:  Como foi a sua relação com o seu pai. Ele foi um pai presente, assim como você é?

Fernando: Meus pais se separam quando eu era muito novo. Meu pai se mudou para o interior de São Paulo e eu fiquei morando com a minha mãe na capital. Aos 14 anos, por questões financeiras, eu passei a morar com o meu pai. Até então, eu não tive muito contato com ele. Por conta desse afastamento de mais de uma década, acredito que muitos laços, vínculos da primeira infância, momentos importantes, ensinamentos, foram deixados de lado e claro, dificultaram muito o nosso relacionamento. Hoje estamos muito bem resolvidos.

Sei o quanto foi duro crescer sem uma figura paterna nos primeiros anos da minha vida e isso me motiva ainda mais a seguir esse projeto, que de alguma forma, está fortalecendo os vínculos entre pais e filhos e mostrando o quanto é importante ser um pai presente.

Editora:  Em sua visão, como os pais podem ser mais participativos no período de gestação da esposa?

Fernando: Basta estarem presentes. Presentes nas consultas de pré-natal, presentes em todas decisões relacionadas ao filho, presentes para as transformações e inseguranças da sua vida e da sua esposa. Ahh e ouvir muito a grávida, passar segurança e mostrar que estão juntos nessa. De resto, o instinto paterno vai falando por si só.

 

 

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