A vida de um papai punk: sem cortes e sem censura
Em 24 de abril de 2018

No palco, Jim Lindberg questiona toda forma de autoridade como vocalista do Pennywise, uma das bandas de punk rock mais famosas do mundo. Mas é em casa, com as três filhas, que a rebeldia atinge o volume máximo. Fraldas, reuniões de pais e bonecas Barbie se misturam com distorção, turnês desgastantes e os excessos da vida na estrada.

Papai Punk: sem regras, só a vida real é um relato sincero e divertido, para ler ouvindo Ramones e esquentando a mamadeira do bebê. Confira aqui alguns dos melhores trechos do livro, mostrando a transformação desse astro punk em um responsável pai de 3.

 

 

 

“Quando descobri o punk rock finalmente me senti como se não estivesse sozinho no universo. Antes disso, eu não fazia ideia de qual era o meu lugar no mundo – ou mesmo de quem eu era. Pais e amigos não me entendiam, e na maior parte do tempo eu me sentia incompreendido e em descompasso com todas as outras pessoas.”

“Sou um pai punk rock. Quando levo as minhas filhas para a escola de manhã, no carro ouvimos Ramones, Clash e Descendents, e nada mais. Elas podem ouvir qualquer ex-integrante do Clube do Mickey cantarolar o último hit pop elaborado por um time de compositores suecos quando quiserem, se eu não estiver por perto, mas quando eu estou dirigindo, é Ramones, Clash e Descendents, e é isso aí.”

“Como reconciliar a atitude de ‘foda-se a autoridade’ que o punk rock sempre defendeu, quando se está tentando ensinar seus filhos a respeitar a autoridade, em especial a sua?”

“Sou vocalista de uma banda punk; não é pra mim que você dá um bebê. Você me dá um microfone e uma lata de cerveja, me coloca dentro de uma van e me manda em turnê pelo resto da vida. Eu não troco fraldas, eu berro provocações com fúria contra o sistema.”

“Quando ela me disse que ia abandonar a pílula, devo ter processado a informação como qualquer outra coisa na lista diária de tarefas que ela me dá, enquanto estou tomando meu café e lendo jornal de manhã; em outras palavras, entrou por um ouvido e saiu pelo outro.”

“De repente pensei: ‘Não estamos prontos pra isso. Temos de levá-la de volta para o hospital e deixar os profissionais cuidarem dela. Sou um punk, pelo amor de Deus! Não podemos ter bebês! Somos as pessoas mais irresponsáveis do mundo!’”

“Será que eu ainda poderia fazer todas as coisas irresponsáveis, inadequadas e indecorosas que eu gostava de fazer? Será que eu viraria republicano? Que diabos estava acontecendo comigo?”

“Tornar-se pai significa que você tem, na verdade, de se preocupar com algo e começar a assumir responsabilidades, ao passo que punk rock tem a ver com cagar e andar para tudo.”

“Faço o almoço delas, dou beijos nos ursinhos e as coloco para dormir à noite, e então desço para a garagem para ouvir músicas do Black Flag e do Minor Threat em volumes criminosos.”

“A vida toda procurei por pelo menos um pouquinho de significado neste mundo bagunçado, por algo, qualquer coisa em que acreditar, e lá estava ela, olhando de volta para mim. De repente, toda aquela ideia de ciclo da vida parou de soar clichê e fez perfeito sentido.”

“Um espírito independente é ótimo como conceito, mas não é tão bom quando sua filha está correndo pela vizinhança sem calça.”

“Ensinaria minhas filhas a serem elas mesmas pequenas guerreiras, mas guerreiras que ouvem Iggy Pop e leem Nietzsche e Voltaire.”

 

 

Saiba mais sobre Papai Punk

 

Mais notícias